Consun aprova cotas étnico-raciais para bolsas de pós-graduação

Identificação será feita por autodeclaração do candidato e seguirá a designação do IBGE

por Thaís Polato | 01/06/2017 - 15h

O Conselho Universitário aprovou, dia 31/5, o estabelecimento de reserva de 30% de bolsas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), a cada semestre, para alunos pretos, pardos e indígenas. A identificação será feita por autodeclaração do candidato e seguirá a designação do IBGE para o tema. Caso não haja candidatos com este perfil, a porcentagem de bolsas será destinada prioritariamente a estudantes que cursaram a graduação pelo ProUni ou com bolsa integral da Fundação São Paulo (Fundasp). Desde o segundo semestre de 2016, o Pós em Psicologia da Educação já adotava cotas deste tipo.

“Esta é uma dívida histórica não só da PUC-SP, mas do país, com os grupos que foram desde sempre excluídos”, afirmou a reitora Maria Amalia Andery. Poderão concorrer às bolsas apenas estudantes aprovados no processo seletivo regular e o benefício terá verbas oriundas de agências de fomento governamentais (Capes e CNPq). “Defendemos que haja uma política de estado para reparar esta dívida histórica e, ao usar a verba governamental com esta finalidade, mostramos que há alternativas possíveis”, afirmou a reitora.

A proposta aprovada pelo Consun foi elaborada por uma comissão composta por professores, funcionários, estudantes e pelo pró-reitor de Pós-Graduação, Marcio Alves da Fonseca. “A PUC-SP mais uma vez demonstra seu protagonismo e envolvimento, sua posição de vanguarda em temas centrais da sociedade brasileira contemporânea”, ressalta o documento da comissão. “Hoje é um dia histórico para a Universidade porque ele amplia não só a convivência com estes grupos, mas também qualifica ainda mais a produção de conhecimento na PUC-SP”, afirmou o prof. Amailton Magno Azevedo.

 

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