Dom Paulo, o homem livre e seu legado à PUC-SP

Fomos descobrir o que a PUC-SP deve continuar honrando do enorme legado do arcebispo que tanto marcou a Universidade e o país com sua atuação corajosa e baseada no diálogo

por TV PUC e Thaís Polato | 09/06/2017 - 12h

“Por vezes, o povo se manifesta lento em sua caminhada; outras vezes sabe superar-se e cria novas realidades para o mundo inteiro”.

Dom Paulo Evaristo Arns falava das pessoas comuns neste trecho de seu livro Da Esperança à Utopia – testemunhos de uma vida (ed. Sextante, 2001), mas bem poderia estar se referindo à PUC-SP e sua caminhada nestes 70 anos de história.

Em 2016, Dom Paulo faleceu aos 95 anos. Havia sido grão-chanceler da Universidade de 1970 a 1998 e a força de sua presença durante o período mais duro do regime militar foi fundamental para que a PUC-SP se tornasse... “a PUC-SP”: uma instituição de caráter comunitário, crítico e humanista que, como ele, nunca teve medo de se posicionar nem de trabalhar em favor de uma sociedade mais justa.

Na reportagem e nos depoimentos que se seguem, a TV PUC ouviu professores da Universidade que conviveram de perto com o arcebispo cujo lema era “de esperança em esperança”. O objetivo da reportagem é descobrir o que temos de honrar ainda hoje do enorme legado deixado por Dom Paulo.

“Que Deus, Senhor das ciências, continue a inspirar e a promover nossa PUC de São Paulo, recompensando a todos que dão parte de sua vida – e talvez a melhor parte – para que a juventude possa aspirar sempre a um Brasil mais preparado para os seus desafios”, já desejava o arcebispo (trecho do livro Da Esperança à Utopia).

Assista abaixo à reportagem produzida pela TV PUC e, em seguida, aos depoimentos individuais dos professores.

 


 

“Dom Paulo cravou como características próprias à PUC-SP qualidades que ela já tinha antes, como sua posição de abertura para o mundo”, Reitora Maria Amalia Andery

 


 

“Para Dom Paulo era muito clara a ideia de que a PUC-SP existia para servir à cidade, ao Brasil, à América Latina e ao mundo. Se levarmos isso adiante, estaremos honrando seu legado”, Antonio Carlos Ronca – pós em Psicologia da Educação e ex-reitor (1993-2004)

 


 

“É numa universidade secularizada que temos que pensar o católico da PUC-SP. Isso é o que Dom Paulo percebia quando chegou aqui e o que ele perceberia e assumiria como desafio hoje”, Pe. Edênio dos Reis Valle – pós em Ciências da Religião e ex-vice-reitor Comunitário (1976-1984)

 


 

“A influência de Dom Paulo é muito boa para mantermos uma PUC-SP cada vez mais presente e atuante”, Luiz Eduardo Wanderley – pós em Ciências Sociais e ex-reitor (1984-1988)

 


 

“Em relação à Universidade, ele tinha o mesmo espírito que tinha em relação às outras coisas: a convivência e a promoção da multiplicidade, da diversidade e, principalmente, da autonomia de pensamento. Ele não só apoiou como fomentou essa postura na PUC-SP. Era um homem livre, e deixava as pessoas livres, concordando ou discordando delas”, Salma Tannus Muchail – pós em Filosofia e ex-vice-reitora Comunitária (1988-1990)

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