Polvo do Amor acalenta bebês prematuros

Bichinhos de crochê fazem a diferença no Hospital Santa Lucinda

por Redação | 01/08/2017 - 15h
SZS

Iniciado em maio deste ano na UTI Neonatal do Hospital Santa Lucinda (campus Sorocaba), o projeto Polvo do Amor - também conhecido como projeto Octo - é uma iniciativa criada para garantir mais conforto e melhorar o desenvolvimento de bebês prematuros. O movimento começou em 2013, na Dinamarca, e consiste na confecção de polvos de crochê que, em contato com o recém-nascido, tranquiliza-o na ausência da mãe, pois o pequeno pode abraçar seu "novo amigo" e se sentir acolhido.

Os polvos de crochê são colocados dentro da incubadora, junto aos bebês prematuros. Supõe-se que os tentáculos do polvo remetam ao útero materno porque se assemelham ao cordão umbilical. Os bonecos são feitos de fio 100% algodão. "O uso do polvo de crochê acalma os pequenos, ajudando a normalizar a respiração e os batimentos cardíacos", disse Adriana Ayres de Oliveira França, coordenadora de Enfermagem da UTI Neonatal do Hospital Santa Lucinda.

Segundo Adriana, ainda não há estudos científicos sobre o uso dos polvinhos para os prematuros. Contudo, eles têm sido usados como brinquedos desde 2013 na Dinamarca e em alguns países da Europa sem nenhum relato de infecções ou danos à saúde dos bebês. "Pelo contrário, efeitos positivos são observados sempre que um novo amiguinho é posicionado dentro da incubadora. Vale lembrar que o uso dos polvos de crochê não diminui nem exclui a importância de práticas já consagradas como método canguru, aleitamento materno e a presença dos pais na UTI."

Ainda de acordo com Adriana, que é enfermeira neonatologista, durante os dois meses de utilização do polvo no Hospital Santa Lucinda foi possível observar que eles auxiliam no conforto do bebê, deixando-os menos agitados. "Também constatamos que as mães ficaram muito satisfeitas com a iniciativa. Em nosso serviço foi estabelecida uma rotina de higienização semanal dos polvos - a família leva para casa aos sábados para realizar a lavagem e depois ele é esterilizado na Central de Materiais e Esterilização (CME). Após a alta hospitalar, o brinquedo pode ser levado junto com a criança", explica.

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