PUC-SP é sede de Ato em defesa de Paulo Freire

Projeto quer retirar do professor o título de “patrono da educação brasileira”

por Redação | 09/10/2017 - 15h

Nesta segunda-feira (23/10), das 10 às 12h, a PUC-SP sediará um ato em defesa de Paulo Freire como “Patrono da Educação Brasileira”. A ação é organizada pela Cátedra Paulo Freire (PUC-SP) e pelo Coletivo Paulo Freire por uma Educação Democrática e será realizada no campus Monte Alegre, sala 239 (2º andar, prédio novo).

Clique aqui para ler o manifesto, que afirma: “Defender Paulo Freire como Patrono da Educação Brasileira é defender nossa produção intelectual, a boa prática pedagógica e o próprio Brasil”.

 

Quem desejar aderir ao manifesto deve enviar nome, formação ou função para o e-mail paulofreirepatrono@gmail.com. O documento foi lançado no último dia 16/10, pela deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), e pretende lutar pela manutenção do título dado ao educador, em 2012, por iniciativa da parlamentar. A proposta de retirada do título foi apresentada ao Senado, como ideia legislativa de origem popular, por Stefanny Papaiano, de São Paulo.

Clique aqui para saber mais sobre o ato em defesa de Paulo Freire.

 

História

Paulo Freire morreu em maio de 1997. Foi professor da PUC-SP por 17 anos, depois de ter sido acolhido pela Universidade em sua volta do exílio, ocorrida durante o regime militar. Seu livro Pedagogia do Oprimido (1968) foi traduzido para mais de 20 idiomas e, somente na Capes, 1.843 dissertações e teses trabalham com “referenciais freirianos” nos seus estudos. O pernambucano conquistou 41 títulos de doutor Honoris Causa, em 27 universidades. Diversos países criaram institutos para estudar seu pensamento, entre eles Alemanha, Estados Unidos, China e Israel. Freire é cidadão honorário de várias cidades no Brasil. Instituições nacionais e estrangeiras criaram centros de documentação, informação, divulgação e estudo sobre Paulo Freire. As Cátedras que levam seu nome estão presentes em nove países – uma delas na PUC-SP.

Em 1979, após um período de exílio no Chile, desembarcou na Universidade a convite de Dom Paulo Evaristo Arns, então grão-chanceler. Foi professor do Pós em Educação: Currículo. De 1989 a 1991, foi secretário Municipal de Educação de São Paulo, a convite da então prefeita Luiza Erundina.

Para saber mais sobre o educador, basta acessar o acervo virtual no sites www.acervo.paulofreire.org e www.gadotti.org.br.

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