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Estudantes de graduação da Economia realizaram pesquisas em disciplina ministrada pelo prof. Pe. José Ulisses Leva
Divulgação
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) e a Carta Apostólica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, serviram de base para que alunos de graduação em Economia pudessem realizar seminários na disciplina “Teologia em Diálogo com o Mercado e a Gestão”.
“Os estudantes puderem exercer suas habilidades acadêmicas e de pesquisa, ao mesmo tempo em que se debruçam sobre um tema tão importante e bem representado tanto pelo evento da ONU quanto pelo documento do Papa”, afirma o prof. Ulisses Leva, docente responsável pela disciplina.
Divididos em grupos, os estudantes apresentaram seus seminários e debateram com os colegas aspectos importantes do que descobriram a partir das pesquisas realizadas. Laura Andrade, Emanuela Caliolo, Giovanna Varaldo, Juliana Terra e Carolina Gomes abordaram de que forma a Fratelli Tutti pode ser vista como a base ética e fraterna para os problemas globais, enquanto a COP 30 atua como o espaço político e técnico para que essas ideias se tornem realidade. “Nossa principal conclusão foi a de que a fraternidade universal é necessária para se alcançar a justiça climática. Sem ela, a fraternidade universal se torna apenas um ideal”, afirmam as estudantes.
O grupo inovou no formato do seminário, ao apresentar o resultado em formato de entrevista (clique aqui para ler). “A ideia surgiu a partir da conexão existente entre a proposta central do seminário e o conhecimento especializado de um de nossos docentes nessa área, o professor Geraldo Portugal. Consideramos que essa escolha não apenas valoriza a expertise acadêmica do docente, como também enriquece a discussão, possibilitando um diálogo mais dinâmico e aprofundado sobre a temática em questão”, ressaltam as integrantes do grupo.
Já a equipe formada por Gabriela Lopes, Eduarda Santoro, Juliana Figueiredo, Danielly Pereira e Carolina Salgado teve, como um dos focos, a noção de que o bem comum possibilita as condições que asseguram o bem-estar coletivo e possibilitam uma vida equilibrada para todos. “O meio ambiente é parte essencial desse princípio, pois sua preservação garante os recursos e a qualidade de vida necessários à sociedade. As crises climáticas, ao comprometerem o equilíbrio ambiental, representam uma ameaça direta ao bem comum, já que afetam não apenas indivíduos, mas toda a coletividade. Cuidar da natureza, portanto, é uma forma concreta de promover o bem comum e enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas”, afirmam as estudantes.
Os alunos João Banov, Nicolas Nucci, Murilo Telles, Davi Favero e Mateus Barbosa apresentaram o seminário Fraternidade e Meio Ambiente: Um Coração Aberto para a COP 30. O grupo defendeu que a crise climática não é apenas um problema ambiental, mas um reflexo da falta de fraternidade e da "cultura do descarte" que afeta tanto as pessoas quanto o planeta. “Nosso seminário destaca que a abertura e o acolhimento são imperativos morais e que a construção de pontes, em vez de muros, é essencial para a paz e a promoção de uma sociedade justa e humana. A COP 30, a ser realizada na Amazônia, é uma oportunidade para aplicar esses princípios e discutir a criação de uma nova governança global que priorize a colaboração internacional e dê voz às nações mais pobres”, afirma o grupo.
O seminário de Arthur Estevan, Eduardo Henrique, Pedro Tosi, Pedro Henrique e Pablo Pacheco teve como como foco principal, justamente, a necessidade de construção de um governo que crie políticas para o bem comum na sociedade e não apenas para interesses pessoais ou de determinados grupos. “As medidas devem promover um desenvolvimento a longo prazo da preservação da casa comum e isso só é possível se for desenvolvida a noção de responsabilidade na geração atual e nas futuras”, concluem os estudantes.