A trajetória de quatro professores em atividade na Medicina da PUC-SP

Para celebrar o Dia dos Professores, a Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP reúne nesta matéria histórias de docentes que chegaram à instituição em diferentes momentos. Ronaldo Antonio Borghesi iniciou sua trajetória em 1980; Eliana Aparecida de Rezende Duek, em 1994; Marina Wey, em 2007; e Mariel Vendramel Neves começou no ano passado. Em suas entrevistas, eles compartilham experiências e perspectivas sobre ensinar Medicina.

Ronaldo Borghesi

Formado em Medicina pela FCMS em 1976, Ronaldo também fez ali sua especialização em Cirurgia Geral e, em 1980, passou a atuar como docente.

Atualmente, participa das atividades práticas na Enfermaria de Cirurgia Geral. Ao olhar para as mudanças no ensino médico, especialmente na FCMS, ele destaca a adoção da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL) como um avanço. Ao resumir o que o motiva a continuar lecionando mesmo após tantos anos, ele é enfático: “Sempre estudar, me atualizar e conviver com os jovens”.

Eliana Duek

A professora Eliana Aparecida de Rezende Duek começou a lecionar na PUC-SP em 1994, ministrando Química Orgânica e Química Inorgânica para o curso de Biologia. Em 2000, passou a ensinar Bioquímica no mesmo curso e, entre 2003 e 2006, também para os estudantes de Medicina. Atualmente, atua como tutora do primeiro e do terceiro ano do curso médico.

Entre os momentos de sua trajetória na FCMS, Eliana também destaca a implantação do PBL, ocorrida em 2006. Para ela, a mudança aproximou os estudantes da prática desde o início do curso e transformou o trabalho dos professores.

“No ensino tradicional, o aluno era ouvinte e espectador – pelo menos, até o quarto ano do curso. Já no PBL, ele passou a desenvolver o raciocínio clínico e a autonomia, assim como a ter contato com pacientes e a participar de atividades comunitárias e simulações clínicas desde o primeiro ano. Ou seja, as competências passaram a ser valorizadas.”

Segundo ela, na prática, o aluno não é avaliado apenas pelo conhecimento que adquire durante os casos PBL, mas também por seu desempenho em competências clínicas específicas.

Quase três décadas depois de sua primeira aula na PUC-SP, é a troca com os estudantes que continua a motivá-la. “Ao mesmo tempo em que compartilho experiências e conhecimentos, também aprendo com suas perspectivas, dúvidas e vivências. Cada turma traz novos desafios e oportunidades de crescimento mútuo.”

Marina Wey

A professora Marina Wey chegou à docência da FCMS em 2007, quando começou a atuar na disciplina de Práticas em Atenção à Saúde (PAS). Três anos depois, passou a lecionar Pediatria, na área de Neonatologia, onde permanece até hoje. Sua chegada coincidiu com um período de mudança curricular: embora ainda houvesse elementos do ensino tradicional, ela já trabalhava com metodologias ativas.

Para Marina, uma experiência decisiva em sua trajetória docente foi o doutorado realizado na Unesp de Botucatu. “Ele me abriu outro olhar para a pesquisa”, conta.

Atualmente, ela acompanha estudantes do quarto ao sexto ano e supervisiona a Residência em Pediatria. Observar o interesse dos alunos e sua evolução ao longo da formação é o que a motiva a continuar ensinando. “O ambiente universitário é estimulante e desafiador”, afirma. Filha de professores, ela acrescenta que o exemplo da docência esteve presente em sua vida desde cedo.

Mariel Neves

A professora Mariel Vendramel Neves conhece a FCMS da PUC-SP por três perspectivas: foi aluna de Medicina, fez a residência médica na instituição e, em 2025, retornou como docente. Hoje, leciona Saúde Mental II para estudantes do quinto ano (internato) e atua na Residência Médica em Psiquiatria.

“Chegar à Faculdade como professora foi desafiador e, ao mesmo tempo, gratificante”, conta. O que a motiva é acompanhar os estudantes na construção do conhecimento e contribuir para a formação de novos médicos.

Especialmente na Residência em Psiquiatria, Mariel espera ajudar os estudantes, neste caso já graduados como médicos, a compreender que a saúde mental faz parte do cuidado integral ao paciente. “Quero contribuir para que desenvolvam um olhar mais humano e atento às questões de saúde mental”, afirma.

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