PUC SP na Mídia: Rejeição de indicado ao STF abre debate sobre efeitos institucionais
Prof. Georges Abboud comenta ao Times Brasil as implicações da decisão do Senado.
Ao longo da história, diversos craques brasileiros passaram por dramas envolvendo lesões no joelho às vésperas da Copa do Mundo. O caso mais emblemático ocorreu com Ronaldo Fenômeno, que, num jogo em abril de 2000, rompeu o tendão patelar, mas se recuperou a tempo de disputar e brilhar no Mundial de 2002 – assim como Zico, que passou por drama parecido em 1986. Recentemente, o lateral esquerdo Guilherme Arana sofreu grave lesão no joelho e perdeu a chance de ir ao Mundial.
Faltando pouco para o início da Copa do Qatar, os clubes e a comissão técnica da Seleção Brasileira redobram as atenções nesse sentido, pois, na maioria das vezes, a lesão ocorre sem que haja contato com outro jogador.
Geralmente, as lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) acontecem quando, ao fazer o movimento de rotação da coxa sobre o joelho, o atleta emprega uma força além da capacidade elástica desse ligamento.
De acordo com o professor-doutor Julio Cesar Gali, doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e professor livre docente da Disciplina de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC-SP, o joelho é uma articulação que, devido à sua localização anatômica, é particularmente suscetível a traumas, especialmente nos esportes.
As lesões nessa articulação ocorrem mais frequentemente em esportes como o futebol, basquete e judô, mas podem acontecer em outras modalidades esportivas, como a ginástica, o vôlei, o tênis e o atletismo.
O diagnóstico da lesão do LCA é baseado na história clínica, no exame físico do joelho e nos testes ligamentares específicos. A ressonância magnética é útil para confirmar a ruptura do LCA e mostrar lesões associadas, como, por exemplo, dos meniscos e das cartilagens. O tratamento na urgência deve consistir em enfaixamento, gelo, muletas para evitar o apoio do membro acometido e elevação, para diminuir o inchaço.
De acordo com o livre docente da PUC-SP, cerca de um terço dos indivíduos com lesão do LCA conseguem se adaptar à nova situação sem reconstruir o ligamento cirurgicamente. “No entanto, a grande maioria não consegue praticar esportes, devido à possibilidade de entorses de repetição, causadas pela instabilidade ligamentar”, explica.
O tratamento cirúrgico – grande drama dos jogadores, pois os prazos de recuperação são maiores – é indicado para jovens ou pessoas ativas com interesse na prática desportiva. “As lesões de outras estruturas, como meniscos, demais ligamentos e cartilagem devem influenciar na decisão entre o tratamento operatório e não-operatório.”
“De qualquer modo, atualmente, os avanços diagnósticos de técnica cirúrgica e de reabilitação são capazes de tornar um joelho praticamente normal após a reconstrução do LCA, devolvendo ao paciente as condições de vida normais e, até mesmo, possibilitando o retorno à prática desportiva”, finaliza o especialista.