PUC-SP lidera ranking de qualidade de ensino entre universidades privadas de São Paulo
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No curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP, o contato com pacientes e situações reais da profissão não fica restrito à reta final da graduação. Desde o primeiro ano, os estudantes participam de atividades práticas que aproximam os conteúdos teóricos da realidade clínica e contribuem, de forma progressiva, para o desenvolvimento do raciocínio médico, da segurança no atendimento e da relação com os pacientes.
Para o coordenador do curso, professor-doutor Jorge Henna, essa inserção precoce é uma característica importante da formação oferecida pela FCMS. “Nossa faculdade tem abordagem prática e oferece contato com os pacientes desde o primeiro ano do curso. No quarto ano, iniciamos o internato, uma condição pedagógica de vanguarda”, afirma. Segundo ele, a convivência com os pacientes e a prática clínica favorecem o desenvolvimento do raciocínio e das habilidades médicas ao longo da graduação.
A proposta permite que o estudante não apenas conheça conceitos em sala de aula, mas, também, tenha a oportunidade de relacioná-los às situações encontradas em ambientes de assistência. As atividades incluem simulações e contato direto com pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e enfermarias, onde os alunos podem exercitar a anamnese, o exame físico e a construção do raciocínio clínico, com acompanhamento de professores e preceptores.
Hoje no sexto ano, Lucas Campos avalia que essa experiência teve papel importante na consolidação dos conhecimentos adquiridos durante o curso. “Ter atividades práticas logo no primeiro ano foi essencial para a formação de uma base sólida de semiologia e facilitou muito o estudo teórico a partir dos exemplos vivenciados no dia a dia, ao lado do paciente”, conta.
Segundo o estudante, discutir casos, examinar pacientes e interpretar os achados em conjunto com os preceptores torna mais concreta a compreensão de conteúdos como fisiopatologia e manifestações clínicas das doenças. Ao longo dos anos, a repetição dessas experiências também permite perceber a própria evolução na condução de uma consulta e na elaboração de hipóteses diagnósticas.
Já sua colega Iryna Cavalcanti Sardinha destaca outro aspecto dessa formação. Para ela, o contato precoce com os pacientes contribui para desenvolver competências técnicas, segurança e maturidade na relação médico-paciente. “Estando no sexto ano, vejo o quanto esse contato precoce com a prática me traz segurança e tranquilidade, especialmente considerando que, em alguns meses, me tornarei médica e a prática clínica fará parte do meu cotidiano profissional”, afirma.
Iryna ressalta, ainda, que a proximidade entre teoria e prática torna o aprendizado mais significativo. Segundo ela, quando um conteúdo estudado em aula pode ser observado posteriormente em uma atividade prática, o estudante consegue compreender de maneira mais concreta sua aplicação na realidade clínica, além de identificar dúvidas e consolidar conhecimentos com maior facilidade.
Essa vivência também envolve aprender a lidar com situações que não estão nos livros. Lucas lembra que, durante os primeiros anos, encontrou tanto pacientes dispostos a colaborar com o aprendizado dos estudantes quanto pessoas que preferiram não ser examinadas. Para ele, essas experiências ajudam a desenvolver empatia e a compreender, desde o início da graduação, que a formação médica envolve mais do que conhecimento técnico: abrange, também, respeito, escuta e acolhimento.
Ao avaliar a própria trajetória, Iryna enumera a variedade de oportunidades práticas oferecidas ao longo do curso, nos hospitais, ambulatórios e em atividades complementares ligadas à Faculdade. Para ela, aproveitar essas experiências desde os primeiros anos faz diferença para que o estudante chegue ao internato mais preparado, seguro e familiarizado com a prática médica.
“Aprende-se a Medicina do lado do paciente, conversando, auscultando, colocando a mão para examinar”, resume Lucas. Na sua avaliação, é justamente a prática repetida ao longo da formação que permite transformar conhecimento teórico em raciocínio clínico e preparar o futuro médico para os desafios da profissão.