Aluna de Medicina integra Capacity Building da IFMSA Brazil

Clarissa Garcia Custódio é assistente nacional do time

por Redação | 23/05/2019 - 00h

Clarissa Garcia Custódio, aluna do 3º ano de Medicina, é assistente nacional do time Capacity Building da IFMSA Brazil (International Federation of Medical Students Association of Brazil). A entidade faz parte da maior organização estudantil do planeta, a IFMSA, que congrega mais de 1,3 milhão de acadêmicos de Medicina, em mais de 130 países. Clarissa ocupa, ainda, a presidência do Comitê Local – formado por, aproximadamente, 30 colegas universitários.

A PUC-SP participa da IFMSA Brazil desde 2014. A associação está presente no país há mais de 25 anos, em 153 escolas médicas, e reúne cerca de 7 mil estudantes. Segundo a IFMSA Brazil, a Medicina tem tamanha abrangência que jamais permitirá que todo o conteúdo necessário a uma prática profissional de excelência se restrinja ao previsto nas grades curriculares. Por isso, promove eventos, simpósios e workshops, sobretudo no aprofundamento de temáticas da saúde, relevantes ao contexto regional dos acadêmicos.

Foi exatamente essa amplitude de atuação que atraiu Clarissa à IFMSA Brazil. A primeira vez que tomou conhecimento da instituição foi por intermédio do seu irmão, formado em Medicina pela PUC-PR. Porém, conforme Clarissa conta, a imagem que tinha era de uma ONG focada somente em intercâmbios nacionais e internacionais. “Foi durante a recepção dos calouros de 2017, aqui, na Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde, que descobri se tratar de algo muito mais amplo. Por isso, me filiei imediatamente”, relembra.

A proposta de ultrapassar as barreiras curriculares – independentemente se estão estabelecidas ou são praticadas no curso – também é bem-vista por Clarissa. Ela, por exemplo, gosta de discutir pautas relacionadas à compreensão dos determinantes ecológicos, bem como da promoção da saúde, relacionados ao meio social e ambiental, tema de que sente falta na faculdade. “Em nossas diretrizes curriculares, há essa menção, mas não debatemos esse assunto o suficiente durante o curso”, aponta.

A IFMSA Brazil desenvolve diversas ações, dentre as quais estão os intercâmbios nacionais (estágios nas áreas clínica, cirúrgica e de pesquisa) e internacionais (pesquisas/publicações e clínicas/cirúrgicas). No Comitê Local da PUC-SP, há uma forte atuação e envolvimento dos membros em Capacity Building; educação médica; saúde pública; direitos humanos e paz; saúde sexual e reprodutiva; publicação e pesquisa. As atividades são voltadas, por exemplo, ao acolhimento dos primeiranistas da faculdade de Medicina, aos moradores de ruas, aos alunos do ensino infantil de escolas públicas e em parceria com entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV). “Neste ano, nossa intenção é, antes de executar alguns dos nossos projetos, transformá-los em pesquisas”, revela Clarissa. “Um deles seria o grau de conhecimento da população sobre o fluxo de atendimento dentro do Sistema Único de Saúde, idealizado pelo eixo de Saúde Pública”, adianta.

A IFMSA tem representatividade e peso político bastante grande. Em nível mundial, tem cadeira efetiva na ONU e, nacionalmente, no Conselho Federal de Medicina. Nessas instâncias, a instituição sempre se posiciona diante de assuntos pontuais e relevantes, deliberações em curso e decisões tomadas. Essa dinâmica é compartilhada pelos seus dirigentes. Em janeiro, Clarissa participou do Encontro Regional das Américas, realizado em Quito (Equador), onde ministrou treinamento sobre habilidades de liderança. Em junho, será uma das facilitadoras durante um workshop da IFMSA e IFMSA Brazil, voltado à formação de novos treinadores, no qual estão inscritos participantes de diversas partes do país. Na ocasião, ela abordará a questão dos direitos humanos.

Após ter ocupado a Vice-Presidência para Assuntos Internos do Comitê Local e estar no exercício dos cargos atuais, Clarissa revela a possibilidade de se candidatar ao cargo de Diretora Nacional de Capacity Building.

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