PUC SP na Mídia: Rejeição de indicado ao STF abre debate sobre efeitos institucionais
Prof. Georges Abboud comenta ao Times Brasil as implicações da decisão do Senado.
Autoria do prof. Fernando Altemeyer Júnior (Ciências Sociais)
O terceiro santo do mês de junho é São Pedro, pescador e apóstolo de Jesus, celebrado particularmente no litoral brasileiro pelo povo caiçara, pescadores e devotos no dia 29 de junho.
Simão Pedro é seu nome original. Filho de Jonas e irmão de André, ambos originários de Betsaida. É um homem casado que vive da pesca à margem do lago Tiberíades, na Galileia. Recebe de Jesus um novo nome: Képha, que quer dizer “rocha ou gruta de abrigo”, na língua aramaica. Ele receberá o encargo de ser o primaz entre os doze apóstolos para servir na unidade e confirmar a fé do colégio apostólico: o primeiro entre os pares.
Pedro é o apóstolo que constrói pontes, mas sabe que ele mesmo é frágil e precisa sempre do perdão de Deus. É testemunha privilegiada dos episódios evangélicos, na paixão de seu amado Mestre e na experiência de Jesus que lhe aparece vivo e pleno depois da Ressurreição. Será o primeiro bispo de Antioquia e depois irá para Roma, sendo o primeiro Papa. Jesus lhe perguntará três vezes se o ama. Pedro dirige a igreja nascente e será o primeiro bispo de Roma. Será martirizado em Roma durante a perseguição de Nero. Sua memória é sempre a de um pescador disposto a atirar a rede quando Cristo o ordenar apesar dos ventos contrários. Sua festa é celebrada junto com o apóstolo Paulo como os dois fundamentos ou pilares da Igreja de Cristo. Paulo sistólico e Pedro diastólico. Ambos bombeando o sangue para as fronteiras e retomando a unidade em torno do coração de Jesus.
A devoção popular no Brasil guardou na memória festiva dos três santos juninos (Antonio, João e Pedro) o essencial da mensagem de Jesus: a proximidade do Deus que é Pai na vida, na festa, no trabalho, no pão partido. Exprimiu-se na alegria do povo que, mesmo explorado e machucado pelo cotidiano, faz da festa um intervalo de luz entre as trevas. As festas dos santos juninos exprimem a alma do povo brasileiro de norte e sul do país em seus melhores momentos de partilha ao redor das fogueiras, nas quermesses, pela música dos interiores e sertões, na culinária farta e ao redor das mesas com muita cantoria e compadrio. São prenúncios eucarísticos do Reino de Deus em ação.
Assim cantamos a bela melodia de Dalva de Oliveira, conhecida como Pedro, Antônio e João: “Com a filha de João, Antônio ia se casar, mas Pedro fugiu com a noiva na hora de ir pro altar. A fogueira está queimando e um balão está subindo, Antônio estava chorando e Pedro estava fugindo. E no fim dessa história ao apagar-se a fogueira, João consolava Antônio que caiu na bebedeira!”.
Essa é a grande festa popular do povo brasileiro que brinca até mesmo com os santos. Os tres caminham com o povo, são povo, e amigos queridos de todas as horas. São tres santos que vivem tão perto do povo por viver sempre tão perto de Deus. Valei-nos Santos Antonio, João e Pedro. Aqueçam a nossa esperança! Façamos festa. Comamos e bebamos. Deus dança com seu povo