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"Não acabou, tem que acabar", filme de Bianca Abreu foi desenvolvido para a disciplina de videojornalismo
A estudante de Jornalismo, Bianca Abreu, acaba de desenvolver mais um video-reportagem abordando a ação violenta de policiais militares no exercício das suas funções, trata-se do documentário "Não acabou, tem que acabar". O filme, segundo a autora, expõe como aqueles que não fazem parte das elites econômica e política do país estão sujeitos a serem sistematicamente perseguidos, agredidos, mortos, discriminados e injustamente encarcerados pelas polícias militarizadas, "assim como também deixa explícito o modo pelo qual o sistema de segurança pública nacional, em parceria com a mídia hegemônica, contribui para que a violência contra pobres e pretos seja naturalizada até mesmo por quem sofre, na pele, as consequências de uma convivência essencialmente militar".
O documentário conta com as análises do advogado e autor do livro “A história das polícias no Brasil”, Almir Felitte; da psicóloga social e professora da PUC-SP, que investiga a violência na segurança pública, Beatriz Brambilla; do jornalista e diretor de redação da Ponte Jornalismo, canal de informações sobre segurança pública, justiça e direitos humanos, Fausto Salvadori; além dos depoimentos de vítimas de ações violentas por parte da Polícia Militar.
Segundo o prof. Aldo Quiroga (Jornalismo), que orientou o trabalho da aluna para a disciplina de videojornalismo, o desafio era realizar algo, que para os estudantes fosse relevante, em um formato que fizesse sentido pra eles, com tema livre. "A Bianca estuda o tema da segurança pública e decidiu ouvir especialistas no assunto para saber mais. O resultado foi um produto audiovisual contundente que coloca em discussão as causas de episódios que vemos todos os dias nos noticiários".
No primeiro semestre de 2024, Bianca produziu o vídeo-reportagem "Protesto estudantil não é caso de polícia": o poder público ignora o ECA na Brasilândia", que retrata uma ação policial na escola João Solimeo, localizada no bairro da Brasilândia, em São Paulo. O trabalho abordou a truculência policial sofrida pelos alunos no dia 8 de maio de 2024, após uma manifestação contrária ao fechamento de três salas de aula na escola.
Clique aqui e assista o vídeo-reportagem "Não acabou, tem que acabar" ou confira abaixo: