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Portal reúne produtos de pesquisas, materiais de estudo, didáticos e artísticos em diversos formatos, como textos, áudios, imagens e vídeos
Ofertar disciplinas “portas abertas” integrando pesquisadores e docentes, usar metodologias ativas e tecnologias em sala de aula e, ainda, conquistar resultados com impacto positivo e concreto na sociedade por meio de produtos propostos, elaborados e realizados por alunos. Com esses objetivos, o Pós em Literatura e Crítica Literária (LCL) oferece, desde 2022, a Plataforma Ciência Aberta. Clique aqui para conhecer.
O portal reúne produtos de pesquisas finalizadas ou em desenvolvimento, materiais de estudo, didáticos e artísticos, do Pós em LCL, em diversos formatos, como textos, áudios, imagens e vídeos. Tudo dentro do conceito de Ciência Aberta, que prevê livre acesso do conteúdo à comunidade científica e à sociedade em geral.
A plataforma é produzida por docentes e alunos-pesquisadores do Programa e tem como público alvo, principalmente, professores da rede pública de ensino.
“Levar o conhecimento para além dos muros da Universidade sempre foi uma meta da gestão que venho realizando neste Programa, pois acredito que o conhecimento só faz sentido se estiver a serviço do social. Temos conseguido alcançar esse objetivo por meio da construção da Plataforma de Ciência Aberta. Ela trouxe, dentre outros ganhos, a possibilidade de oferecer conteúdos literários de qualidade, de forma acessível, a um público especialista e também não especialista, possibilitou a oportunidade de tornar visível e ampliar as discussões realizadas nas disciplinas, não as limitando ao espaço da sala de aula, e permitiu que os alunos reconheçam seu papel de protagonismo na construção do conhecimento”, afirma a profa. Diana Navas, coordenadora do Pós em LCL.
Ela e a profa. Elizabeth Cardoso, vice-coordenadora do Programa, foram as criadoras da proposta da Plataforma, no início de 2022. Os profs. Maurício Pedro da Silva e Fábio Roberto Lucas se juntaram a elas no semestre seguinte.
“O contexto do repositório envolve uma demanda da Reitoria por projetos de articulação de contextos curriculares e também a vontade de dar continuidade a um aspecto que havia sido imposto inicialmente pela pandemia, que foi o uso da tecnologia em sala de aula”, afirma a profa. Elizabeth. Segundo a docente, a ideia desde o início era “sair da caixinha”, renovar métodos de aprendizado na pós-graduação, colocar alunos e professores para fazerem, efetivamente, projetos conjuntos mesmo estando em disciplinas diferentes, realizar atividades extra sala de aula e, acima de tudo, achar meios de devolver à sociedade o conhecimento produzido na academia.
“Nossa intenção é romper muros, transpor limites. Isso tudo é um desafio, exige a ativação de novos conhecimentos e experiências, mas também é delicioso porque o magistério é uma carreira que possibilita desenvolvimento constante. Ao mesmo tempo que o docente compartilha seu conhecimento e sua experiência, também recebe conhecimento e experiência de quem está ao seu lado. Essa ideia nos move muito na Plataforma Ciência Aberta. Ainda mais, podendo colaborar com a comunidade de forma efetiva e também aprendendo com ela. Nunca é uma via de mão única, o que é muito enriquecedor”, ressalta a professora.
Desde o segundo semestre de 2022, o repositório conta com o apoio financeiro do Plano de Incentivo à Pesquisa Aplicada à Docência (PIPAD/PUC-SP). Até hoje, além dos quatro docentes, já envolveu mais de uma centena de alunos-pesquisadores do Pós em LCL.
“O trabalho efetivamente colaborativo é ingrediente essencial para o sucesso na construção da Plataforma. A possibilidade de articular os conhecimentos adquiridos nas disciplinas permite não apenas uma maior integração entre os alunos – que não se sentem sozinhos no processo de desenvolvimento da pesquisa científica – como também entre os professores, visto que as ementas e propósitos das disciplinas passam a ser construídos também de forma mais articulada. Além disso, sinto que as relações hierárquicas desaparecem nesse processo, no sentido de que professores e alunos são colocados como pesquisadores que, juntos, buscam solucionar problemas e oferecer contribuições ao social”, conclui a profa. Diana.
Leia a seguir o depoimento de dois alunos-pesquisadores
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