Olhos nos Olhos, com Ana Lúcia Torre, reestreia no TUCARENA

Olhos nos Olhos, estrelado por Ana Lúcia Torre, com dramaturgia e direção de Sergio Módena, celebra os 80 anos de vida e 60 anos de carreira desta que é uma das maiores atrizes brasileiras. O espetáculo mescla histórias de sua trajetória pessoal e profissional com a obra de Chico Buarque de Holanda, em uma realização da Morente Forte Produções Teatrais, que também celebra 40 anos de atuação contínua na cena teatral brasileira.

por Redação / ACI PUC-SP | 03/06/2026

 

 

 

A narrativa de Olhos nos Olhos reúne algumas das mais marcantes letras de Chico Buarque. Aqui, as canções não são cantadas, mas ditas como texto dramático, revelando novas camadas de interpretação e proporcionando ao público uma redescoberta da obra do compositor. “Sempre me fascinou o Contador de História. Ouvir é um ato de aprendizagem, uma inquietação do espírito, uma escuta que traz curiosidade. E assim, de repente, me vejo na posição de Contadora de História. Da minha história. Resolvi abrir minhas portas e esperar que o público visite a minha casa. Tudo acompanhado de poemas de Chico Buarque”, convida Ana Lúcia.

Ana Lúcia Torre e Chico Buarque pertencem à mesma geração - ele, aos 81 anos, também testemunhou transformações políticas, sociais e culturais do país que atravessam o espetáculo. Suas trajetórias se cruzaram em diferentes momentos: desde Morte e Vida Severina, primeiro musical com participação de Chico, até Suburbano Coração, canção composta por ele para espetáculo homônimo estrelado pela atriz. Essa proximidade torna a obra do compositor um território fértil para as memórias e reflexões apresentadas em cena.

Neste novo espetáculo vibrante e revelador, que também conta com a participação do pianista Diógenes Junior, letras de canções icônicas de Chico conduzem Ana Lúcia na interpretação de temas variados como amor (Olhos nos Olhos, Atrás da Porta, Tatuagem), política (Cálice, Apesar de Você) e sociedade (Cotidiano, Geni e o Zepelim, Meu Guri), entre outros, com os grandes sucessos do compositor sendo apresentados de uma forma totalmente inédita.

Desde sua estreia, Olhos nos Olhos vem consolidando uma trajetória de grande repercussão junto ao público e crítica. O espetáculo iniciou sua temporada em São Paulo, no Teatro Santos Augusta, com sessões marcadas por casa cheia, e seguiu para uma bem-sucedida reestreia no BTG Pactual Hall, inaugurando a nova sala do complexo - instalado no histórico prédio do antigo Teatro Alfa. Na sequência, a montagem circulou por diferentes cidades brasileiras, passando por diferentes capitais e cidades paulistas, ampliando seu alcance e diálogo com plateias diversas. Em 2025, Ana Lúcia Torre foi indicada ao Prêmio APCA na categoria de Melhor Atriz pelo trabalho no espetáculo, reafirmando a força de sua interpretação e a relevância da obra no cenário teatral contemporâneo.

Olhos nos Olhos é um espetáculo que estabelece uma ligação íntima entre a atriz e o público. “Pra mim o espetáculo é como uma conversa olho no olho com Ana Lúcia Torre, como se estivéssemos na sala de sua casa ouvindo suas histórias de vida. Ela fala sobre amor, separação, resistência, esperança, maternidade, a paixão pela arte e outros tópicos. É o retrato de uma grande atriz, mas também, em certa medida, do nosso país. E tudo entremeado com as letras de Chico Buarque, nesse exercício de abdicar de suas melodias para descobrir uma nova maneira de apresentá-las ao público”, observa o diretor Sergio Módena.

“Selma Morente e eu estamos em êxtase! Não apenas por celebrarmos 40 anos de trabalho diário pelo fazer teatral, nossa grande paixão, mas por fazermos isto com esta produção de altíssima qualidade humana, artística e técnica. Novamente a parceria com Sergio Módena, na direção e dramaturgia inspirada nas letras do poeta maior Chico Buarque. E sobretudo, sorver, absorver toda a maestria da amiga Ana Lúcia Torre, assim, olhos nos olhos”,  pontua Célia Forte, sócia da Morente Forte.

 

SINOPSE 

Para celebrar seus 80 anos de vida e 60 de carreira, a atriz Ana Lúcia Torre divide com o público memórias e reflexões em um espetáculo vibrante, revelador e cheio de emoção, em que fala letras de diversas músicas icônicas de Chico Buarque, com participação do pianista Diógenes Junior. Quem assiste se identifica totalmente com os temas essenciais que compõem a narrativa, como arte, amores, separações, maternidade, resistência, sociedade e o tempo. Letras de clássicos como Meu Guri, Beatriz, Geni e o Zepelim, Valsinha, Atrás da Porta e Olhos nos Olhos, entre muitas outras, compõem o roteiro repleto de delicadeza e bom humor.

 

Ficha Técnica:

Ana Lúcia Torre em Olhos Nos Olhos, com letras de Chico Buarque
Dramaturgia e Direção: Sergio Módena
Direção Musical: Pedro Lobo
Pianista: Diógenes Junior
Cenário: André Cortez
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Gabriele Souza
Assistente de Direção: Mariana Rosa
Contrarregra e Camareiro: Toninho Pita
Operador de Luz e Som: Rafael Junqueira
Coordenação de Comunicação: Beth Gallo
Programação Visual: Gustavo Wabner
Fotos de Estúdio e Cenas: Priscila Prade
Designer e Social Media: Isabella Pacetti
Assistência Administrativa: Alcení Braz
Assistente de Produção: Carol Ariza
Administração: Magali Morente
Coordenação de projetos: Egberto Simões
Produtoras Associadas: Ana Lúcia Torre, Selma Morente e Célia Forte
Uma produção Morente Forte Produções Teatrais

 

Ana Lúcia Torre – atriz

Nascida em São Paulo, começou a atuar quando estudava na PUC-SP, integrando o elenco de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, montagem com direção de Silnei Siqueira. Em seguida, passou sete anos na Europa e só retomou a carreira em 1975, na volta ao Brasil. Já em 1977, participou da novela Dona Xepa. São dezenas de trabalhos em novelas e seriados desde então, além de filmes e peças como Eles Não Usam Black Tie (indicada para o Prêmio Governador do Estado/RJ) e Seria Cômico Se Não Fosse Sério, de Dürrenmatt, que lhe rendeu a indicação de melhor atriz ao Prêmio Shell de 2010. Foi contemplada com o Prêmio Mambembe duas vezes: pela mesma peça de Dürrenmatt e por Rasto Atrás, de Jorge Andrade. Foi premiada nos festivais de cinema de Natal, Brasília e CineSesc, além do APCA de Coadjuvante por seu papel na novela A Indomada. Durante sete anos, integrou o elenco das montagens do Grupo TAPA. Dentre seus trabalhos no teatro, destaque para Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O’Neal, direção de Sérgio Módena (2022); Num Lago Dourado, de Ernest Thompson, direção de Elias Andreato (2017); Como se Tornar uma Mãe Judia em 10 lições, de Paul Fuks, direção de Alexandre Reinecke (2011); Arsênico e Alfazema, de T. Kesslring, direção de Alexandre Reinecke (2004); e Norma, de T. Carvalho e D. Castellar, direção de Tonio Carvalho (2002).

 

Sergio Módena – dramaturgia e direção

Bacharel em Artes Cênicas pela Unicamp, é também formado pela École Philipe Gaulier em Londres, onde realizou especializações em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes como diretor são: A Falecida, de Nelson Rodrigues; Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O’Neill; Copacabana Palace - O Musical, de Ana Velloso e Vera Novello (direção em parceria com Gustavo Wabner); As Cangaceiras Guerreiras do Sertão, musical de Newton Moreno; Os Grandes Encontros da MPB, de Pedro Brício; Diários do Abismo, de Maura Lopes Cançado; Estes Fantasmas!, de Eduardo De Filippo; Janis, de Diogo Liberano; Os Vilões de Shakespeare, de Steven Berkoff; O Musical da Bossa Nova, de Rodrigo Faour e Sergio Módena; Esse Vazio, de Juan Pablo Gomez; Como Me Tornei Estúpido, adaptação da obra de Martin Page feita por Pedro Kosovski; Ricardo III, de William Shakespeare; e A Arte da Comédia, de Eduardo De Filippo. Seus espetáculos receberam mais de quarenta indicações e vinte cinco prêmios nas principais premiações do país. 

 

Diógenes Junior – pianista

É pianista, regente, compositor e ator. Estudou música com foco em piano na UNESP e teatro no SENAC. Com ampla experiência em teatro musical participou de produções como A Pequena Sereia, Wicked (2023 e 2025), Beetlejuice, Alice de Cor e Salteado, Iron – O Homem da Máscara de Ferro, Kiss Me Kate (como ensaiador), Elas Brilham, Cantando na Chuva, Legalmente Loira, Dreamgirls e Hairspray.

 

Morente Forte Produções Teatrais

Há 40 anos, Selma Morente e Célia Forte são sócias da Morente Forte Comunicações, empresa especializada em produção na área cultural, com foco exclusivo nas artes cênicas, difundindo e assessorando o setor. Fundada em 1985, a empresa já participou de quase 4.000 espetáculos teatrais ao longo de suas quatro décadas no mercado, consolidando-se como uma das mais atuantes do segmento. Com um portfólio diversificado que vai de musicais de grande porte a montagens intimistas, a Morente Forte construiu uma trajetória marcada por solidez, inovação e parceria com alguns dos maiores artistas e diretores do país.

 

Olhos nos Olhos

Ana Lúcia Torre e letras de Chico Buarque
TUCARENA
Rua Bartira, 347 - Perdizes, São Paulo - SP
Temporada: de 05 de junho a 02 de agosto de 2026
Sessões: sexta e sábados, às 21h. Domingos, às 18h
Ingressos: Entre R$ 75,00 e R$ 150,00 - Os alunos, professores e funcionários da PUC-SP pagarão R$ 20,00, a título de ingresso promocional, mediante comprovação, e respeitando o limite de 10% da totalidade dos ingressos e da capacidade do teatro.

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Bilheteria: Atendimento presencial de terça a sábado das 14h às 20h. Domingo das 14h às 17h.
Duração: 75 minutos
Gênero: Drama
Classificação: 12 anos
Capacidade: 288 lugares

 

 

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