Aprovada reforma curricular do curso de Medicina

Mudança valoriza, entre outros itens, o internato (estágio curricular supervisionado)

por Redação | 26/04/2018 - 15h

Em 2018, o curso de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde (FCMS) da PUC-SP inaugura uma significativa reforma curricular. A partir dela, foram instituídas as mentorias e foi viabilizado o internato (estágio curricular supervisionado) de três anos, por exemplo. Além disso, os ganhos com a interdisciplinaridade, práticas nas comunidades e outras metodologias ativas como a aprendizagem baseada em problemas persistem valorizados.

A concepção da mudança teve início na coordenação do curso; passou pelo crivo dos alunos e dos departamentos e foi amplamente debatida em reuniões do Núcleo Docente Estruturante, do colegiado e do Conselho da Faculdade, até chegar aos órgãos superiores competentes – por onde já tramitou e foi aprovada.

Segundo a professora Maria Helena Senger, coordenadora do curso de Medicina, o internato de três anos é pouco comum nas faculdades da área. “A diretriz curricular nacional exige o estágio mínimo de 35% da carga horária. Atualmente, nosso porcentual é de 54%”, compara. “Trata-se do grande treinamento para os futuros médicos. Quanto mais os estudantes têm contato supervisionado com o sistema de saúde e com pacientes e suas famílias, melhores profissionais eles serão”, destaca. “É importante sair da zona de conforto de uma sala de aula”.

De acordo com João Arthur de Oliveira Vasconcelos, aluno do 3º ano e presidente do Centro Acadêmico Vital Brazil, a PUC-SP está entre as primeiras universidades do Brasil a adotar o internato de três anos. “É uma forma de melhorar o conhecimento. Dentro da Medicina, a prática é essencial”, enfatiza. “Acredito totalmente nesta reforma”, afirma o estudante.

Já a segunda propositura era trazer as mentorias aos estudantes do 1º ao 3º ano. “Em pequenos grupos, terão professores que os acompanharão, exercitando planos de estudos, profissionalismo e formando uma equipe de apoio. O intuito é planejar métodos de estudos, de atingir objetivos e de superar dificuldades, bem como criar uma estratégia para recuperar pontos falhos”, enumera a professora Maria Helena. “É o resgate da Medicina. Temos de refletir sobre a prática médica para ter um significado da profissão”, destaca.

João Arthur comenta que, quando o novo modelo passar a ser implantado, os alunos podem não entender a relevância da mentoria. “Porém, ela é muito importante para ver o mundo extracurricular. A Medicina não é fácil. Portanto, esse apoio é essencial”, garante.

A coordenadora do curso acrescenta que a alteração não gerou aumento no valor das mensalidades. Ela finaliza: “O projeto começou em 2015 e se tornou realidade, inclusive com propostas feitas pelos alunos. Isso o tornou ainda mais gratificante e significativo para estudantes e professores”.

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