“A Inteligência Artificial virou um ponto central para os Estados Unidos”, afirma docente da PUC-SP

Aula Magna de 2026 debateu o avanço da IA, a disputa entre potências globais e o papel estratégico do Brasil no cenário internacional

por Redação / ACI PUC-SP | 03/03/2026
ACI PUC-SP

A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) realizou, no Tucarena, a Aula Magna que marcou a abertura do ano letivo de 2026. Com o tema “Os desafios contemporâneos que moldam a sociedade e a expansão da Inteligência Artificial”, o evento reuniu especialistas para discutir os impactos da IA em escala global.

Participaram do debate o professor Diogo Cortiz, docente do Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital (TIDD) da PUC-SP; Luiz Felipe Pondé, diretor acadêmico do Laboratório de Política, Comportamento e Mídia; e a jornalista e professora Rosane Borges.

"O Mundo Contemporâneo é marcado por rupturas", destacou Pondé ao início do evento. O avanço acelerado da Inteligência Artificial e de outras tecnologias digitais têm provocado transformações profundas, com impactos sociais, econômicos e geopolíticos que já reconfiguram relações de poder, modelos de trabalho e as disputas estratégicas entre países.

Durante sua exposição, Cortiz destacou que a Inteligência Artificial se tornou um eixo estratégico central para as grandes potências. Segundo ele, a China publicou, em 2017, o “Plano de Desenvolvimento de Inteligência Artificial de Nova Geração”, estabelecendo como meta tornar-se líder mundial em IA até 2030. Esse movimento colocou pressão direta sobre os Estados Unidos, que passaram a tratar a Inteligência Artificial como prioridade geopolítica.

Enquanto a China mantém uma estratégia estatal de longo prazo e a União Europeia avança na construção de uma regulação robusta para o setor, os Estados Unidos adotam uma postura de menor restrição normativa no plano internacional. A estratégia, segundo o docente, busca garantir competitividade, ampliar acesso a insumos estratégicos e assegurar protagonismo tecnológico.

“É um desafio enorme para os EUA, e por isso o Brasil passa a ser visto como parceiro estratégico, não apenas pelos dados, mas também pelo acesso a recursos naturais essenciais para o desenvolvimento tecnológico”, explicou Cortiz.

O professor também ressaltou que o Brasil instituiu, em 2024, o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com diretrizes previstas até 2028, sinalizando a intenção de estruturar políticas públicas para o fortalecimento do setor no país.

 

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