Estudantes apresentam trabalhos de iniciação científica

28º Encontro de IC teve 366 investigações, envolvendo 543 estudantes e 266 professores orientadores

por Redação | 01/11/2019 - 00h

Rigor científico e impacto social nas pesquisas realizadas na PUC-SP desde a graduação deram o tom do 28º Encontro de Iniciação Científica, realizado dia 31/10, no Tuca. Na edição deste ano, foram realizadas 366 investigações, envolvendo 543 estudantes e 266 professores orientadores.

Os trabalhos apresentados ao longo do dia foram realizados no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), entre os meses de agosto de 2018 a julho de 2019. “É muito bom ver este auditório repleto de jovens investigadores”, saudou o vice-reitor Fernando Almeida, representando a reitora Maria Amalia Andery na cerimônia.

Tema
O tema escolhido para a edição deste ano foi Política, Solidariedade e o Papel da Pesquisa no Desenvolvimento Social. Sugerido pelo estudante de Direito Allan Kenji Tasaka, o tema foi selecionado pelo comitê institucional do PIBIC para o evento que lotou o Tuca, com integrantes de todos os campi.

“O tema que sugeri foi sendo elaborado a partir de certos questionamentos que me surgiram nestes quase quatro anos de graduação, tais como ‘qual o papel fundamental da pesquisa’, ‘é possível dissociarmos a política da narrativa acadêmica, principalmente em certas searas do conhecimento como no universo do Direito’?”, afirmou Tasaka, que também chamou a atenção para o atual momento do país. “Agradeço por todo o estímulo e desempenho desta Universidade no desenvolvimento da pesquisa e na disseminação do conhecimento, se posicionando no contrafluxo desse cenário tão preocupante de desinvestimentos na educação nacional”, ressaltou o estudante. Clique e confira a integra di discurso de Tasaka.

A coordenadora do PIBIC, profa. Maria Izilda Santos de Mattos, ressaltou que, no Brasil, a pesquisa é realizada primordialmente dentro das universidades. ”Ao escolher este tema, nossa instituição reforça seus compromissos com a sociedade ao tratar de questões ligadas ao avanço do conhecimento de forma ética, solidária e responsável, buscando contribuições capazes de elevar a transformação social. Nesse vigésimo oitavo encontro temos muito a comemorar, como a consolidação de um programa que vem contribuindo para o fortalecimento da pesquisa e para a formação de pesquisadores nas mais diversas áreas do conhecimento. Os resultados apresentados refletem a responsabilidade compartilhada entre docentes orientadores e seus alunos”, afirmou a docente.

Experiências
Durante o 28º Encontro de IC foi apresentado um vídeo com o depoimento de diversos estudantes e professores orientadores, que falaram sobre a experiência de realizar pesquisa na graduação. “Foi um dos processos mais trabalhosos que já vivi, mas ele me trouxe uma imensa bagagem intelectual e de vida”, afirmou a estudante Isabele Ramos, de História, que realizou a pesquisa Museu Paulista e a Gestão Sérgio Buarque de Holanda: uma releitura museológica da memória histórica de São Paulo (46/47). Para seu orientador, prof. Alberto Luiz Schneider, é nítida a diferença observada entre os alunos que realizam iniciação científica e aqueles que não realizam. “A função da universidade é ensinar a pesquisar e a pensar criticamente. Mais importante do que o resultado em si é aprender a fazer pesquisa. Para quem realiza iniciação científica, esta realização é plena”, afirma Schneider.
A opinião de que a iniciação científica qualifica ainda mais a graduação é compartilhada também pela profa. Eliana Vendramini Carneiro, docente do curso de Direito e orientadora, junto à professora Silvia Pimentel, das estudantes Carolina Paris e Isabela de Freitas.

As alunas pesquisaram a possibilidade da aplicação da lei do feminicídio em favor de mulheres transgênero. “Elas puderam se debruçar sobre um tema de maneira completamente diferente daquela que se faz na sala de aula. Conversaram com profissionais de outras áreas, como os médicos que lidam com a questão da redefinição de sexo, por exemplo. Isso dá outra dimensão sobre a realidade e sobre a importância do Direito”, afirma Eliana. Após a pesquisa, Carolina e Isabela concluíram que deva haver uma alteração no texto da lei para que também sejam considerados feminicídios crimes contra mulheres que ainda não realizaram a cirurgia de mudança de sexo e a possibilidade imediata (mesmo antes da mudança da lei) de se aplicar deste princípio no judiciário brasileiro.

As estudantes apresentaram sua pesquisa durante o 28º Encontro de IC, a convite da organização, assim como Dario Mendes Junior, aluno de Medicina. Orientado pela profa. Eliana Duek, o estudante realizou experimentos em laboratório e analisou o papel de células tronco no reparo de lesões de pele. Dario chegou a resultados positivos, observando uma regeneração mais rápida e a menor presença de cicatrizes em regiões com queimaduras de terceiro grau (simuladas em ratos).

 

Atualidade e rigor científico

Integrante da mesa do 28º Encontro de IC, a profa. Maria Aparecida Junqueira, do Pós em Literatura e Crítica Literária, ressaltou a qualidade do futuro da nossa universidade, para ela ali representado pelos estudantes. “O que presenciamos aqui hoje foi a crença da PUC-SP na pesquisa. Também pudemos ver e admirar como estamos atualizados nas temáticas abordadas. A qualidade das pesquisas de IC da nossa universidade demonstra a seriedade e o rigor com que fazemos pesquisa desde a graduação. São trabalhos que impactam não só suas áreas, mas também a sociedade”, afirmou.

 

Assista a seguir ao vídeo apresentado no Tuca:

 

Após a abertura, os estudantes apresentaram suas pesquisas à comunidade e a representantes comitê externo do PIBIC-CNPq, tanto em forma de pôsteres quanto em sessões de comunicação oral. Clique aqui e veja álbum de fotos dos painéis.

 

Assista à íntegra do evento no Tuca:

 

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