PUC SP na Mídia: Rejeição de indicado ao STF abre debate sobre efeitos institucionais
Prof. Georges Abboud comenta ao Times Brasil as implicações da decisão do Senado.
Atividade foi realizada na quadra do campus Monte Alegre e teve a participação de estudantes, docentes e funcionários da PUC-SP
As entidades representativas dos discentes da PUC-SP, a Associação de Pós-Graduandos (APG PUC-SP), o Centro Acadêmico Benevides Paixão (Jornalismo), o Coletivo Contestação, o Coletivo Reconvexo, em parceria com a União Estadual dos Estudantes (UEE) e o DZ PT Perdizes realizaram na noite de terça-feira (17/5) o evento Roda Viva com Haddad na PUC, que aconteceu na quadra da Universidade e reuniu centenas de participantes, entre estudantes, docentes e funcionários, durante mais de duas horas. A atividade abordou temas como democracia, educação, ciência, entre outros.
Antes do evento, o professor Fernando Haddad e sua esposa,Ana Estela Haddad, foram recebidos pela a reitora Maria Amalia Andery em seu gabinete. Na sequência, o candidato ao governo do Estado participou de um breve encontro com membros das entidades que promoveram a atividade.
Na abertura do encontro a reitora lembrou da história da PUC-SP na luta em defesa da universidade. “Em 1977, a PUC-SP foi invadida, porque defendia a ciência e permitiu que aqui acontecesse um encontro estudantil. A ditadura invadiu a universidade, levou professores e estudantes presos, mas ela resistiu, tendo como reitora uma mulher, dona Nadir Kfoury, fato que certamente fortaleceu nossa Instituição. A PUC-SP tem uma história de defesa do Brasil, da universidade como um lugar de diálogo, de discussões e desavenças mas, principalmente, de reflexão, de formação de produção de conhecimento”.
Haddad, que respondeu questões variadas de estudantes durante o evento, deu início ao encontro falando da importância da universidade. “É uma alegria estar aqui. Entrei na universidade na idade de vocês e nunca mais saí. Inclusive, tive a honra de servir no Ministério da Educação, durante o governo Lula. Quando estou numa instituição de ensino é o mesmo que estar em solo sagrado. Para mim, esse é um lugar de respeito ao conhecimento, ao esforço e à dignidade humana, me sinto sempre muito à vontade e feliz. Por isso, eu quero estar em todo lugar onde houver estudantes, professores e funcionários, essa gente boa que vai transformar o Brasil radicalmente. Vocês precisam saber da força que têm. Talvez alguns até saibam, mas todos precisam saber dessa força na conjuntura política que o Brasil está vivendo. Vocês são a geração que vai radicalizar a democracia neste país, são a grande novidade do Brasil, e estão numa universidade que é representativa da nacionalidade pela primeira vez, pois tem indígenas, negros e mulheres, e esse público responde por quase metade da produção científica em todas as áreas. É isso que muda um país”, afirmou.
O presidente da APG da PUC-SP, Kelwin Leray, lembrou dos cortes sofridos pela pós-graduação no governo atual e do esforço da Reitoria da Universidade na manutenção das bolsas. “Esse evento é um esforço coletivo do movimento estudantil da PUC-SP, que continua vivo. Esse evento se chama Democracia, Ciência e Educação, as palavras que a gente mais tem repetido durante esse atual desgoverno. Chegamos num momento de termos de repetir obviedades. Em relação à pós-graduação, tivemos profundos cortes e, seja pública ou privada, a universidade está perecendo na sua pesquisa. Estamos há nove anos sem reajuste de bolsa. A PUC-SP, desenvolveu uma política muito interessante de estender a Bolsa Fundasp para a pós-graduação e aproveito a ocasião e saúdo a reitora pelo esforço de ter acolhido essa demanda”.
Confira a seguir o evento na íntegra: