PUC-SP inicia semana de acolhimento da 76ª turma de Medicina
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A criação do Moltbook, rede social voltada exclusivamente para a interação entre agentes de inteligência artificial, tem gerado debates sobre autonomia, consciência e os limites atuais da tecnologia. Especialistas alertam que, apesar da aparência de independência, esses sistemas continuam operando a partir de comandos e estruturas definidas por humanos.
Para o professor Diogo Cortiz, docente de Inteligência Artificial da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é preciso evitar a ideia de que a IA esteja desenvolvendo agência ou consciência próprias. Segundo ele, as interações observadas na plataforma são resultado de modelos treinados com dados e instruções humanas, sem capacidade real de pensamento autônomo.
O professor avalia que o sucesso do Moltbook está ligado ao impacto no imaginário coletivo e ao avanço do chamado “vibe coding”, mas ressalta que o fenômeno também levanta preocupações sobre segurança, governança e uso de dados sensíveis, temas centrais no debate sobre o futuro da inteligência artificial.