Aula aberta de Direito Internacional recebe Rubens Ricupero na PUC-SP
Atividade gratuita será realizada on-line, via Microsoft Teams
Programa consolida formação acadêmica articulada entre ensino, pesquisa e extensão, com atuação direta em políticas públicas e comunidades
O curso de Psicologia da PUC-SP concluiu mais um ciclo do Programa de Educação Tutorial (PET), iniciativa vinculada ao Ministério da Educação (MEC/SESu), marcada pela produção do livro “Práxis em Psicologia Social Diante das Violências” (Ed. Devires, 2025). A obra reúne experiências desenvolvidas por estudantes em campo, com foco no enfrentamento das violências e na construção de práticas de cuidado em rede.
Ao longo do ciclo encerrado, os participantes atuaram diretamente em serviços públicos e territórios marcados por violações de direitos, especialmente no atendimento a mulheres em situação de violência, articulando formação acadêmica e intervenção social.
Organizadora da publicação e tutora do grupo, a professora Beatriz Borges Brambilla destaca o caráter coletivo e implicado da experiência. “O PET Psicologia em Rede: Violência e Políticas Públicas é continuidade de uma tradição da PUC-SP na construção desse programa. Reafirmamos a importância de se lançar ao território, praticando uma psicologia lado a lado com quem enfrenta violações de direitos humanos”, afirma.
Segundo ela, o projeto registra um processo de cuidado que desloca a universidade para além de seus muros. “A publicação é uma tentativa de romper com a prática de pesquisar sobre o outro, para produzir conhecimento com o outro, a partir das urgências do cotidiano”, diz.
A experiência também impactou diretamente a formação dos estudantes. Para Guilherme Wolff Lemos, do 10º semestre, o contato com a realidade das mulheres atendidas trouxe uma compreensão mais profunda da complexidade da violência. “Os números são alarmantes, mas é no encontro com as pessoas que se percebe que cada história é única e não pode ser reduzida a estatísticas”, afirma. Ele ressalta ainda que o PET amplia a noção de universidade pública, ao integrar ensino, pesquisa e extensão em diálogo com a sociedade.
Já a estudante Júlia Santos Rocha, do 8º semestre, participou da elaboração de um capítulo da obra a partir de sua atuação em um centro de defesa dos direitos da mulher. “Foi uma experiência fundamental para articular teoria e prática desde cedo. O PET transformou meu olhar sobre a psicologia e fortaleceu uma formação crítica, conectada com os territórios e com as demandas reais”, diz.
Com o encerramento do ciclo, o PET Psicologia em Rede inicia uma nova etapa, com um grupo de 12 bolsistas e foco ampliado de atuação. As atividades passam a envolver familiares e egressos do sistema prisional, movimentos sociais e mulheres em situação de proteção e abrigamento, sob uma perspectiva feminista abolicionista.
A professora Brambilla explica que o novo momento busca tensionar práticas tradicionais e construir alternativas de cuidado. “Nossa expectativa é questionar as lógicas punitivas e fortalecer redes de solidariedade e resistência, produzindo um conhecimento que aposta na vida e na superação das estruturas de violência”, afirma.
Segundo a docente, o PET se consolida como um dispositivo formativo que recusa o isolamento acadêmico. “Com dedicação semanal e acompanhamento constante, o programa constrói um saber-fazer mergulhado nos processos comunitários, colocando a psicologia a serviço das demandas reais dos territórios.”
Entre os novos integrantes, a estudante Mayra Passelli França Rodrigues, do 5º semestre, destaca a expectativa de vivenciar, pela primeira vez, uma experiência direta em campo. “O PET [de Psicologia] permite compreender, na prática, como a psicologia pode responder às demandas da comunidade, construindo conhecimento a partir dessas realidades”, afirma.
Também ingressante no programa, Valentina Pinho Ramos enfatiza o desafio e a responsabilidade envolvidos na atuação. “Existe um receio inicial, mas é na prática que a teoria ganha sentido. A ideia não é aplicar conhecimento de forma pronta, mas construir, junto com os territórios, respostas às necessidades que surgem”, diz.
O Programa de Educação Tutorial (PET) é uma iniciativa do governo federal, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), que integra ensino, pesquisa e extensão por meio de grupos orientados por professores. Voltado a estudantes que desejam aprofundar sua formação, o PET estimula o pensamento crítico, a autonomia e a participação em atividades extracurriculares. Na PUC-SP, destacam-se:
- PET Psicologia: foco em humanização e acolhimento na saúde pública.
- PET Relações Internacionais (PET-RI): aborda temas como violência, segurança e direitos humanos.
- PET Saúde-Equidade: reúne cursos como Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Serviço Social, Ciências Sociais e Direito em projetos interdisciplinares.
Para participar, o estudante deve acompanhar os editais de seleção divulgados pelos cursos e pela Universidade, que estabelecem critérios como desempenho acadêmico e disponibilidade para as atividades do grupo. Os processos seletivos costumam incluir etapas como análise de histórico, carta de interesse e, em alguns casos, entrevistas. Integrar um grupo PET é uma oportunidade de ampliar a formação acadêmica e atuar de forma mais ativa e colaborativa na Universidade.







