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Milena Flor Tomé mostrou a luta contra o coronavírus na UTI de um hospital catarinense
Milena Flor Tomé, aluna de jornalismo do 3º ano da PUC-SP, acaba de ganhar o prêmio de Jornalismo em Vídeo no 34º SET Universitário da Escola de Comunicação, Artes e Design da PUC-RS (Famecos).
Sob orientação do prof. Julio Wainer, a estudante realizou a reportagem Coronavírus: o front da batalha, na qual mostrou a luta contra a alta demanda em pleno pico da pandemia, na UTI de um hospital catarinense. “A ideia inicial foi realizar uma reportagem que ajudasse a sociedade de alguma forma. Faço jornalismo para transformar realidades. O vídeo não foi feito para o prêmio, embora ele seja um importante reconhecimento do meu trabalho. Dá a certeza de que estou no caminho certo e, ainda mais importante, é que foi um vídeo com impacto social. Esse é o melhor resultado, além de ser uma forma de agradecimento à universidade e a todas as pessoas que me apoiam", afirma Milena.
Segundo a estudante, a escolha do tema aconteceu "porque o coronavírus é algo que está assolando a vida das pessoas e a melhor maneira de retratá-l era expor a rotina de um hospital". “A realidade era aquela, e não por minha escolha. Creio que a melhor maneira de demonstrá-la foi encarar de frente. Foi uma escolha, a partir do momento que eu sabia que poderia fazer algo diferente para conscientizar as pessoas sobre o contexto e fazer o registro real do momento pandêmico”, ressalta.
A estudante relatou que todo o trabalho foi realizado com o máximo de cuidado, para evitar a contaminação. "Todas as medidas sanitárias foram seguidas rigorosamente a fim de minimizar qualquer risco, uma vez que se tratava de uma área restrita de um hospital", relata.
Sobre o contato com os pacientes e familiares, Milena confessa que foi uma experiência muito intensa. "Durante a gravação, eu pude conhecer a história de muitas pessoas e cada uma delas deixou uma marca em mim. Um fato que marcou muito foi a morte de um paciente chamado Norton, que aconteceu no dia seguinte da gravação, depois de ter conversado com a família, que estava bem esperançosa. Para mim foi um choque. Uma situação que reafirmou ainda mais que as vítimas da Covid-19 não são apenas um número. São pessoas com rostos, nomes, histórias e são o amor de alguém”.
Confira a reportagem Coronavírus: o front da batalha: