Mestranda da PUC-SP chega à final em prêmio internacional de educação

Professora paulistana da rede pública concorreu ao prêmio de um milhão de dólares

por Redação | 11/04/2019 - 00h

Estar entre os dez melhores do mundo na sua área de atuação foi uma grande conquista para a professora Débora Garofalo, que desde 2017 faz Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem. Ela foi finalista do prêmio Global Teacher Prize, cuja cerimônia de premiação aconteceu em março deste ano em Dubai, nos Emirados Árabes.

A honraria internacional, considerada o Nobel da Educação, é concedida à melhor professora ou professor do ano. Débora, que leciona na Escola Municipal de Educação Fundamental Ary Parreiras, no bairro Cidade Leonor, zona sul de São Paulo, se destacou com o projeto “Robótica com sucata desenvolvendo a sustentabilidade”.

Apesar da formação em Letras e Pedagogia a professora candidatou-se para dar aulas de Informática Educativa do 1º ao 9º ano e, com recursos próprios, transforma lixo em objetos usados na escola. Alguns já foram levados para exposições fora do colégio.

A partir de 2016 a professora e seus alunos começaram a recolher lixo reciclável acumulado no entorno da escola. De acordo com a educadora, os resíduos traziam problemas de saúde para as crianças. Com as sucatas, passou a desenvolver projetos de criação em robótica, construindo objetos como máquinas de refrigerante, helicópteros de brinquedos e carrinhos automáticos. Estima-se que num período de um ano os estudantes chegaram a recolher cerca de uma tonelada de lixo das ruas do bairro, auxiliando no escoamento dá água da chuva e consequentemente diminuindo alagamentos na região.

Débora detalha parte de sua pesquisa de Mestrado: “Tenho interesse em me aprofundar nas práticas de letramento sobre leitura, tanto na esfera digital quanto na impressa. É muito bom voltar a estudar e seria importante que outros professores tivessem a mesma oportunidade que eu estou tendo”.

A mestranda destaca a boa relação que mantém com a orientadora do projeto, a professora Mara Sofia de Toledo Zanotto, e com todo o quadro docente do programa. A discente é bolsista da CAPES e participante do PROSUC, (Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Ensino Superior).

Quem levou o prêmio de um milhão de dólares foi o queniano Peter Tabichi, professor de ciências naturais em uma escola secundarista em Pwani Village, no Quênia.

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