Novo Estatuto: terminam reuniões com os Conselhos de Faculdades

Reitoria já se reuniu com a FEA, FAFICLA, FACHS, FCET e as Faculdades de Ciências Sociais; Ciências Médicas e da Saúde; Direito; Teologia; e de Educação

por Redação | 14/09/2018 - 00h

A Reitoria finalizou na tarde de ontem (19/9) sua participação em uma série de reuniões dos Conselhos das nove Faculdades, para ouvir e debater propostas de alteração do Estatuto da Universidade.

“Os encontros são de extrema importância para esclarecer dúvidas e colher sugestões. É imprescindível a participação de todos nesse momento de construção da nova proposta”, afirma a reitora Maria Amalia Andery, que esteve em todas as reuniões.

Até o momento, os principais pontos abordados pelos participantes dos encontros tem sido o prazo para a análise das alterações do Estatuto, a questão do ponto eletrônico, a aposentadoria docente aos 75 anos, a extinção dos Departamentos e o fim da eleição para reitor.

Balanço positivo
“Desde o início do processo, a Reitoria decidiu e se organizou para que todas as Unidades conhecessem o documento com as propostas e pudessem debatê-lo, tirar dúvidas e fazer sugestões. Em nossa avaliação como Reitoria, o movimento de ouvir a comunidade tem sido muito adequado, temos sentido interesse e disposição em todos para participar deste processo tão importante”, afirmou a reitora, em participação no Conselho da Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia (FCET), em 19/9.

Os docentes da FCET também já deram início às discussões internas sobre o novo Estatuto, realizando reuniões e dividindo o texto em partes para ser estudado. Durante o encontro com a Reitoria, aproveitaram para tirar dúvidas sobre temas como carreira docente, reformulação da estrutura de departamentos, escolha de representantes por parte da comunidade e autonomia universitária.

Mobilização
Na noite de 17/9 e na manhã de 18/9, a reitora se reuniu com a Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde (FACHS). No primeiro encontro, professores, alunos e funcionários consideraram que, desde 2006, há uma presença mais intensa da Fundasp na Universidade e que este processo culmina agora com as propostas enviadas à comunidade acadêmica.

Na manhã seguinte, Maria Amalia participou de reunião do Conselho da FACHS. Durente o debate sobre o novo Estatuto, foi ressaltado que, apesar de necessitar de mudanças, o novo documento deve preservar algumas estruturas como as faculdades, precisa reorganizar os departamentos e propor unidades que pensem a interdisciplinaridade. Maria Amalia destacou a importante mobilização que a comunidade vem realizando em torno do tema “Algumas unidades criaram comissões, outras formaram grupos de trabalho para discutir as propostas e temos notícias, inclusive, de grupos interfaculdades que estão se organizando para discutir o documento”, afirmou.

Durante o encontro com a FACHS, a reitora frisou ainda que não é o momento de pensar em pedir prorrogação de prazo, mas de trabalhar. “Queremos que até o começo de outubro as propostas estejam com o grupo técnico de trabalho, definido no Consun, que irá captar e organizar as sugestões, tanto as que virão via faculdades, quanto as individuais registradas no hotsite. O grupo elaborará, então, um documento a ser votado no Conselho Universitário. Este mesmo grupo técnico estará à frente das duas audiências públicas do dia 25/9 que, vale lembrar, não serão assembleias, serão mais uma forma de ouvir a comunidade”.

Diálogo
Na manhã de ontem (17/9), a reitora participou do conselho da Faculdade de Educação. A reforma do Estatuto foi pauta única do encontro, que contou com grande participação de professores, funcionários e estudantes. A Unidade já iniciou a organização da metodologia com que pretende estudar o documento e elaborar suas propostas, ficando definida a existência de um grupo de trabalho para sistematizar e incentivar as reflexões de professores, funcionários e estudantes em torno do tema. “Percebo que há na Faculdade de Educação uma postura muito madura e alinhada quanto à Universidade que queremos e à forma como lutaremos por esta nossa posição”, afirmou Maria Amalia.

Os participantes do Conselho defenderam que os debates devem ser feitos tendo como base o Estatuto vigente. “É um grande momento na Universidade para dizermos que estamos juntos, para mostrarmos que há convergências importantes, itens sobre os quais não abrimos mão, como a gestão colegiada e a autonomia universitária”, afirmaram. A história da PUC-SP, que a diferencia de outras instituições no Brasil e no mundo, também foi mencionada durante o encontro. “O novo Estatuto é um documento que poderá possibilitar ou não o diálogo da Universidade com o mundo em que vivemos, com as mudanças comportamentais, tecnológicas e éticas, entre outras, pelas quais passamos atualmente. Por isso, devemos levar o debate com seriedade, compromisso e ousadia também”, destacaram diversos participantes da reunião.

Motivação
Em 14/9, a reitora esteve no campus Ipiranga, onde também ressaltou que o objetivo das reuniões é motivar as unidades a participarem do processo de discussão. “O Estatuto é a nossa constituição e precisa ser melhorado, por isso é importante que a comunidade não só tome conhecimento dele, mas também proponha um projeto de universidade”. A professora destacou ainda que todas as sugestões dadas pelas Faculdades serão levadas ao Conselho Universitário.

Professores e alunos do curso de Teologia que participaram do encontro se propuseram a dividir o texto do novo Estatuto, para que possa se analisar todas as suas partes, e apresentar propostas em nova reunião a ser marcada pela direção.

Na manhã do mesmo dia 14/9, durante encontro com membros da Faculdade de Direito, as falas de alunos e professores também convergiram no sentido de se preservar a consulta à comunidade na escolha dos gestores acadêmicos, na preservação dos Departamentos, na adequação da proposta de aposentadoria compulsória aos 75 anos e no fortalecimento à liderança da Reitoria no processo de negociação.

A unidade realizará um processo de discussão do projeto de Estatuto e estabeleceu um prazo de até 15 dias para que cada Departamento se reúna com os alunos, discuta a questão e apresente propostas à direção da Faculdade, que fará uma reunião final com todos os integrantes. Os chefes de Departamento receberiam um comunicado dia 17/9 para iniciar este processo.

“A chance de termos uma proposta de Estatuto que venha de dentro da Universidade e seja aprovada pelo Conselho Superior da Fundasp está diretamente relacionada ao nível de envolvimento da comunidade na sua confecção e ao tamanho do apoio às sugestões apresentadas. Todos os segmentos precisam participar dessa discussão. Temos a oportunidade de tomar o nosso estatuto, examiná-lo e dizer o que gostaríamos de mudar, pensando no futuro. A Universidade está respondendo da melhor maneira possível a essa oportunidade que temos de fazer um bom projeto inicial até o final de outubro”, afirmou a reitora, durante a reunião realizada no campus Monte Alegre.

Presença
A série de encontros teve início na segunda-feira (10/9), na FEA. Na terça, o encontro foi na Faculdade de Ciências Sociais. Em 12/9, durante reunião com professores da Faficla, a reitora reforçou a necessidade da participação de mais docentes no processo. “A presença ainda é modesta. Precisamos que as direções de Faculdade mobilizem mais professores para ampliar as discussões em cada unidade”.

No dia 13/9, o debate foi realizado no campus Sorocaba e já contou com a presença expressiva de docentes, alunos e funcionários. Na ocasião, a professora Maria Amalia ressaltou a seriedade com que o momento deve ser encarado. “A reforma pode ser muito boa, se formos maduros, se conseguirmos discutir francamente o que é melhor para a Universidade e se soubermos negociar essa proposta entre nós e com o Conselho Superior da Fundação São Paulo. Precisamos refletir o que mais queremos nesse Estatuto, para colocar nele um projeto de Universidade que a leve para a frente”, afirmou.

Clique aqui para acessar o site com todas as informações e os links para enviar sugestões ao novo Estatuto.

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